Roberto Bolaño

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Roberto Bolaño

Mensagem por lavoura em Qui Ago 30, 2012 9:56 am



Roberto Bolaño nasceu em Santiago no dia 28 de abril de 1953 e faleceu em 15 de julho de 2003. Entre suas principais obras estão Putas Assassinas, Amuleto, A Pista de Gelo, Os detetives selvagens e o póstumo 2666 – romance que lançou a Bolañomania.



Biografia
Spoiler:
Bolaño nasceu em Santiago, filho de um caminhoneiro (que lutava boxe) e de uma professora. Ele e seu irmão passaram seus primeiros anos no litoral sudeste do Chile[3]. Segundo sua própria descrição. ele era magro, ansioso, leitor voraz de livros e pouco promissor. Era uma criança disléxica a quem os colegas de escola maltratavam e o faziam sentir um estranho.

Em 1968 se muda com sua família para a Cidade do México, larga os estudos, trabalha como jornalista e começa a se tornar militante de esquerda.[4]

Um acontecimento marcante na vida de Bolaño, mencionada de diferentes maneiras ao longo da sua obra, ocorreu em 1973, quando ele voltou ao Chile para "ajudar a construir a revolução" apoiando o regime socialista de Salvador Allende. Após o golpe de Augusto Pinochet, Bolaño foi preso sob suspeita de ser um terrorista e passou oito dias na cadeia.[5] Ele foi solto por ex-colegas de classe que haviam virado carcereiros. A experiência foi descrita no conto "Carta de dança". Segundo a versão descrita no conto, ele não foi nem torturado nem morto, como ele esperava, mas "nas horas mortas eu podia ouvir eles torturando outros; eu não podia dormir, e não havia nada para ler exceto uma revista em inglês que alguém havia deixado para trás. O único artigo interessante nela era sobre uma casa que havia pertencido a Dylan Thomas...Eu sai daquele buraco graças a um par de detetives que haviam estudado comigo no colegial, em Los Angeles".[6] O episódio também é contado do ponto de vista dos colegas de Bolaño, na história "Detetives".

Durante a maior parte de sua juventude Bolaños foi um andarilho, vivendo eventualmente no Chile, México, El Salvador, França e Espanha.

Nos anos 70, Bolaño se tornou trotskista e membro fundador do infrarrealismo, um pequeno movimento poético. Ele carinhosamente parodiou aspectos do movimento em "Detetives Selvagens". Após um período em El Salvador, passado na companhia do poeta Roque Dalton e das guerrilhas do Fronte de Libertação Nacional Farabundo Martí, ele retorna ao México, vivendo como um poeta boêmio e "enfant terrible" literário, "um provocador profissional temido por todas as editoras, ainda que fosse um ninguém, aparecendo em apresentações literárias e leituras", recorda seu editor, Jorge Herralde. Seu comportamento errático tinha muito a ver com seu posicionamento de esquerda e seu estilo de vida caótico.

Bolaño se mudou para a Europa em 1977 e finalmente vai para a Espanha, onde se casa e se estabelece na costa mediterrânea perto de Barcelona, trabalhando como lavador de pratos, monitor de acampamento e gari. Ele trabalhava de dia e escrevia à noite. No começo da década de 1980 ele morou em uma pequena cidade do litoral catalão, Blanes.

Ele continuou escrevendo poesia, antes de mudar para a ficção, durante a meia-idade. Em uma entrevista Bolaño disse que começou a escrever ficção porque se sentiu responsável pela estabilidade financeira dos seus filhos, que não poderia ter sido assegurada com seus ganhos de poeta. Isso foi confirmado por Jorge Herralde, que explicou que Bolaño "abandonou sua existência beatnik" por que o nascimento do seu filho em 1990 o fez "decidir que ele era o responsável pelo futuro da sua família e que isso seria mais fácil se escrevesse ficção". Contudo, ele continuou se vendo como poeta, e a coleção de seu versos, espalhados por 20 anos, foi publicada em 2000 sob o título "The Romantic Dogs".

Bolaño tinha sentimentos conflitantes sobre seu país natal, que visitou apenas uma vez depois de seu exílio voluntário. Ele era notório no Chile por seus duros ataques a Isabel Allende e outros membros do establishment literário. "Ele não se adequava ao Chile, e a rejeição que ele experimentou o deixou livre para dizer tudo o que quisesse, o que pode ser algo bom para um escritor", disse o romancista e dramaturgo chileno Ariel Dorfman.

A morte de Bolaño em 2003 veio após um longo período de problemas médicos. Foi sugerido na mídia inglesa que o escritor era um viciado em heroína, e que a causa da sua morte havia sido uma doença renal resultante da Hepatite C, com a qual ele fora infectado através de agulhas compartilhadas em seu período "libertino". Entretanto, essa afirmação foi contestada devido à enfática negação de sua mulher e de seu amigo próximo Enrique Vila-Matas.[7] É verdade, porém, que ele sofreu de uma falência nos rins e estava quase no topo da lista de espera por um transplante quando morreu.[8]

Seis semanas após sua morte, novelas latino-americanos colegas de Bolaño o aclamaram como a mais importante figura literária de sua geração, em uma conferência realizada em Sevilha. Entre os seus melhores amigos estavam os romancistas Rodrigo Fresán e Enrique Vila-Matas; O tributo de Fresán incluía a declaração de que "Roberto emergiu como um escritor em uma época onde a América Latina não acreditava mais em utopias, onde o paraíso se tornou inferno, e essa sensação de monstruosidade, pesadelos despertos e constante fuga de algo horrível permeia 2666 e toda sua obra".[9]

"Seus livros são políticos", observa também Fresán, "mas de uma maneira mais pessoal do que militante ou demagógica, que é mais próxima da mística dos beatniks do que das bombas". Na opinião de Fresán, "ele era um em um milhão, um escritor que trabalhou sem proteção, que foi para fora, sem freios, e ao fazer isso, criou uma nova maneira de ser um grande escritor latino-americano". O jornalista Larry Rohter do The New York Times escreveu, "Bolaño brincava sobre a palavra 'póstumo', dizendo que 'soava como o nome de um gladiador romano, que é invicto', e ele sem dúvida ia ficar espantado de ver como suas ações subiram agora que está morto.[10]

Bolaño sobreviveu pela sua mulher espanhola e seus dois filhos, aos quais ele um dia chamou "minha única pátria". (Na sua última entrevista, publicada na edição mexicana da revista Playboy, Bolaño diz que ele se considerava latino-americano, acrescentando que "meu único país são meus filhos e talvez, ainda que em segundo lugar, alguns momentos, ruas, rostos e livros que estão em mim..."). Bolaño nomeou seu filho Lautaro, do líder Mapuche Lautaro, que resistiu à conquista espanhola do Chile, conforme descrito no épico do século XVI "La araucana". Sua outra filha se chama Alexandra.

Obras
Spoiler:

Apesar de no fundo se considerar poeta, na estirpe de seu amado Nicanor Parra, sua reputação reside nos seus romances, novelas e coleções de contos.[11] Bolaño adotou um estilo de vida de poeta boêmio por toda sua vida adulta, e só foi começar a produzir trabalhos substanciais em prosa no anos 90. Quase que imediatamente ele foi estimado como uma figura relevante na literatura espanhola e latino-americana.

Em rápida sucessão, Bolaño publicou uma série de livros elogiados pela crítica, e dentre os mais importantes estão Os Detetives Selvagens, a novela Noturno do Chile e, postumamente, o romance 2666. Suas duas coletâneas de contos Chamadas Telefônicas e Putas Assassinas ganharam prêmios literários. Em 2009 foram descobertos romances inéditos no arquivo do autor.
Noturno do Chile

Noturno do Chile é uma narrativa construída por vagos, dispersos pensamentos moribundos de um padre jesuíta chileno e poeta fracassado, Sebastian Urrutia Lacroix. Em um ponto crucial da sua carreira, padre Urrutia é abordado por dois agentes da Opus Dei, que o informam ter ele sido escolhido para visitar a Europa e estudar a preservação de antigas igrejas - o trabalho perfeito para um clérigo com sensibilidade artística.

Na sua chegada, informam-lhe que a maior ameaça às catedrais européias são as fezes de pombo, e que seus equivalente do Velho Mundo acharam uma maneira inteligente de solucionar o problema. Eles se tornaram treinadores de falcões, e cidade após cidade ele observa os falcões sacerdotais eliminarem cruelmente bandos de aves inocentes. A impotência de Urrutia, que não consegue protestar contra o sangrento método de preservação arquitetônica sinaliza a seus empregadores que ele vai servir como testemunha passiva aos métodos brutais e predatórios do governo Pinochet. Esse é o começo da acusação de Bolaño ao "l'homme intellectuel" que se refugia na arte, usando a estética como uma manta e um escudo enquanto o mundo permanece em volta, imutável e nauseabundo, permanentemente cruel e injusto.
Amuleto

Amuleto é focado no poeta uruguaio Auxilio Lacouture, que também aparece em Detetives Selvagens como um personagem coadjuvante preso em um banheiro na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), na Cidade do México, que permanece por duas semanas lá dentro enquanto o exército fecha a universidade. Nesta novela, ela encontra-se com um grupo de artistas e escritores latino-americanos, entre os quais Arturo Belano, alter-ego de Bolaño. Diferente de Detetives Selvagens, Amuleto é narrado na primeira-pessoa, pela voz de Auxilio, mas ainda dando lugar ao frenético desarranjo de personalidades com que Bolaño ficou famoso por criar.
Estrela Distante

Estrela Distante é uma novela bizarra surgida da política do regime Pinochet, com assassinatos, além de fotografia e até mesmo poesia escrita em fumaça no céu pelos aviões da força aérea. Essa obra de humor negro narra a história da política chilena de uma maneira mórbida e às vezes, cômica.
Os Detetives Selvagens

Os Detetives Selvagens foi comparada, por Jorge Edwards, a Rayuela, de Julio Cortázar, e a Paradiso, de José Lezama Lima. Em uma resenha em El País, o crítico espanhol Ignacio Echevarría declarou ser este "o romance que Borges teria escrito". (Um ávido leitor, Bolaño sempre expressou seu amor pela obra de Borges e Cortázar, e concluiu um balanço da literatura argentina contemporânea dizendo que "deveriam ler mais Borges").

"O gênio de Bolaño não está somente só na extraordinária qualidade da sua escrita, mas também no fato de ele não se assentar no paradigma de escritor latino-americano", disse Ignacio Echeverria, ex-editor literário do El País, o maior jornal da Espanha. "Seus escritos não se enquadram nem realismo mágico, nem no barroco, nem regionalista, sendo um espelho imaginário e extraterritorial da América Latina, sendo mais um certo estado de consciência que um lugar específico".

A parte central de Os Detetives Selvagens situa-se numa série longa e fragmentada de registros sobre as viagens e aventuras de Arturo Belano-uma aliteração para seu alter-ego, que também aparece em outras histórias e novelas-e Ulisses Lima entre 1976 e 1996. Essas perambulações levam-no da Cidade do México a diversos lugares na Europa, em Israel e até na Libéria durante a guerra civil nos anos 90. Os diários são misturados à história da sua busca por Cesárea Tinajero, o fundador do "real visceralismo", um movimento literário de vanguarda da década de 20.

García Madero, um aspirante a poeta de 17 anos, narra-nos primeiro a cena poética e social dos novos "realistas viscerais". Mais tarde, ele terminará o romance com o relato da sua fuga da cidade do México para o estado de Sonora. Bolaño definiu Os Detetives Selvagens como "uma carta de amor à minha geração".
2666

O romance 2666 foi publicado postumamente em 2004. Supõe-se que uma primeira versão tenha sido enviada ao seu editor antes de sua morte. 2666 foi a maior ocupação dos seus últimos cinco anos de vida, e mereceu grande aclamação, e despertou acaloradas discussões sobre as intenções finais do autor.

Em mais de 1.100 páginas, "2666" está dividido em cinco "partes", das quais, quatro e meia já estavam terminadas antes da morte de Bolaño. Focada em uma insolvida e ainda recorrente série de homicídios na Ciudad Juárez (Santa Teresa no romance), o apocalíptico 2666 mostra o horror do século XX através de um vasto número de personagens, centrados na reclusa figura do escritor alemão Benno von Archimboldi - de quem quatro críticos literários buscam pistas.

Em março de 2009, o jornal inglês The Guardian trouxe a informação de que uma parte adicional do romance, a parte 6, foi achada por pesquisadores junto ao espólio literário de Roberto Bolaño.[12]
A Pista de Gelo

Passada na cidade litorânea de Z, na Costa Brava, norte de Barcelona, A Pista de Gelo é um livro contado por três narradores homens, sobre uma bela campeã de patinação artística, Nuria Martí. Quando ela é subitamente cortada da equipe olímpica, um dedicado servidor público constrói secretamente uma pista de patinação nos escombros de uma mansão local, usando para isso fundos públicos.
Antuérpia

Considerado por seu executor literária Ignacio Echevarría como o 'big bang' do universo literário de Bolaño, Antuérpia é um poema-prosa escrito em 1980, quando Bolaño tinha 27 anos. O livro permaneceu inédito até 2002, quando foi publicado em espanhol sob o nome de "Amberes", um ano antes da morte do escritor. Antuérpia contém uma narrativa solta, estruturada menos como um arco dramático que em torno de imagens, personagens que reaparecem e anedotas-muitas das quais se tornaram recorrentes nas obras de Bolaño: crimes e lugares ermos, loucos e poetas, sexo e amor, policiais corruptos e vilões.[13] Sobre o livro, Bolaño disse: "É o único dos meus romances que não me deixa envergonhado".


Ficção

Consejos de un discípulo de Morrison a un fanático de Joyce (1984)
La pista de hielo (A Pista de Gelo) (1993)
Literatura nazi en América
Estrella distante (1996)
Llamadas telefónicas (1997) (contos)
Los detectives salvajes (Os Detetives Selvagens) (1998)
Amuleto (Amuleto) (1999)
Monsieur Pain (1999)
Nocturno de Chile (Noturno do Chile) (2000)
Putas asesinas (Putas Assassinas) (2001) (contos)
Amberes (2002)
El gaucho insufrible (2003) (contos)
2666 (2004)
Last Evenings on Earth (2006) (contos)
El secreto del mal (March 2007) (contos)
El Tercer Reich (O Terceiro Reich) (2010)

Poesia

Los perros románticos: Poemas 1980-1998 (2000)
Tres (2000)
La universidad desconocida (2007)

Não-ficção

El gaucho insufrible (2003)
Entre paréntesis (2004)

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por lavoura em Qui Ago 30, 2012 10:07 am

Pessoal, oque acham do Bolaño ?
Li somente o "Chamada Telefônicas", livro de contos separado em três partes. Chamadas Telefônicas , Detetives e Vida de Anne Moore.
Todas as partes tem ótimos contos, na primeira o foco é a vida de autores e personagens escritores. Destaque para o conto Sensine, que narra o nascimento de uma amizada epistolar, entre dois escritores, que são especialista em ganhar concursos literários.
Na segunda, são mais contos policiais, há alguns personagens de outras obras de bolano, como não li nada mais, não tenho muito oque dizer.
Há um conto bem legal, em que dois detetives "salva" um prisioneiro, pois quando crianças eram amigos de escola, esse episódio, parece ter realmente ocorrido com o Bolaño.
E o Vida de Anne Moore ele foca nos relacionamentos. Confesso aqui que fiquei até meio "deprimido", o autor tinha uma visão meio pessimista. sempre os relacionamentos não dão certo e de certa forma, sempre os personagens são extremamente intelectuais e vivem de forma "underground" na sociedade.

Vale a pena a leitura!
Tenho 2666 aqui em casa, mas ainda não tomei animo para ler.
E vocês indicam oque?

Aguardo o post do Becco, vi por ai que ele ficou doido pelo bolaño e comprou todos os livors.


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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Jabá em Qui Ago 30, 2012 10:09 am

Ler 2666 preciso.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Becco em Qui Ago 30, 2012 12:05 pm

Um dos meus escritores prediletos contemporâneos.

lavoura escreveu:Aguardo o post do Becco, vi por ai que ele ficou doido pelo bolaño e comprou todos os livors.

Uma vez comprei o 2666 e todos os outros livros dele que tavam disponíveis numa dessas promoções no Submarino.
Li todos sem intervalos e não me arrependi.

Só faltam os 3 que lançaram depois: Terceiro Reich, Chamadas Telefônicas e Ms. Pain.

Depois falo mais.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Mat em Qui Ago 30, 2012 12:40 pm

Bolaño é bom, especialmente nas narrativas curtas.
2666 é cansativo, mas tem seus momentos.



[...]Fiquei olhando pro vaso que ele olhava com tanta tristeza e pensei: talvez olhe assim porque não tem flores, quase nunca tem flores, e me aproximei do vaso, observei-o de diversos ângulos e então (estava cada vez mais próxima, embora minha maneira de me aproximar, minha maneira de me mover em direção ao objeto observado era como se traçasse uma espiral) pensei: vou enfiar a mão pela boca negra do vaso. Foi o que pensei. E vi como minha mão se descolava do meu corpo, se erguia, pairava sobre a boca negra do vaso, se aproximava das bordas esmaltadas [...] Meu braço se deteve no ato e minha mão ficou caída, numa posição como que de bailarina morta, a poucos centímetros daquela boca do inferno [...] Eu desatei a chorar.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por César em Qui Ago 30, 2012 12:43 pm

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Jabá em Qui Ago 30, 2012 1:41 pm

César escreveu:ZZZZZZZ


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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Mat em Qui Ago 30, 2012 1:50 pm

Jabá escreveu:
César escreveu:ZZZZZZZ


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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Becco em Qui Ago 30, 2012 4:07 pm

Mat escreveu:
Jabá escreveu:
César escreveu:ZZZZZZZ


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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por schmidt em Qui Ago 30, 2012 6:41 pm

comecei o 2666, li a 1a parte inteira e sinceramente nao gostei. Nao sei porque tem tanto elogio pra esse cara.

schmidt
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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por lavoura em Qua Set 05, 2012 3:21 pm

Eu comecei a ler o Noturno no Chile. Este conta uma história diferente dos contos que já li do Chamadas Telefônicas.
Quando terminar volto aqui para postar minhas impressões.

schmidt escreveu:comecei o 2666, li a 1a parte inteira e sinceramente nao gostei. Nao sei porque tem tanto elogio pra esse cara.

Olha vi um caso parecido com o teu em um outro fórum, o cara só tinha lido a primeira parte. Não lembro se foi no 2666 ou no Detetives selvagens ( Esse é dividido em partes?). E não tinha gostado e abandonou a obra. Depois de um tempo deu mais uma chance e voltou a ler e virou "fã, segundo ele leu várias outras obras do bolaño.
Agora eu já não afirmo nada, porque ainda não li 2666.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por tiago em Qua Out 03, 2012 2:01 pm

lavoura escreveu:Eu comecei a ler o Noturno no Chile. Este conta uma história diferente dos contos que já li do Chamadas Telefônicas.
Quando terminar volto aqui para postar minhas impressões.

schmidt escreveu:comecei o 2666, li a 1a parte inteira e sinceramente nao gostei. Nao sei porque tem tanto elogio pra esse cara.

Olha vi um caso parecido com o teu em um outro fórum, o cara só tinha lido a primeira parte. Não lembro se foi no 2666 ou no Detetives selvagens ( Esse é dividido em partes?). E não tinha gostado e abandonou a obra. Depois de um tempo deu mais uma chance e voltou a ler e virou "fã, segundo ele leu várias outras obras do bolaño.
Agora eu já não afirmo nada, porque ainda não li 2666.

EU terminei a primeira parte agora.




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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Becco em Qua Out 03, 2012 2:24 pm

A primeira parte do livro é a dos escritores, uma das melhores!

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por tiago em Qua Out 03, 2012 2:35 pm

Sim, esqueci de falar que adorei.
A cena final da carta sendo revelada enquanto os dois continuam no México é bem pale

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por lavoura em Qua Out 03, 2012 2:54 pm

tiago escreveu:Sim, esqueci de falar que adorei.
A cena final da carta sendo revelada enquanto os dois continuam no México é bem pale

Bom saber que é bom!

Eu terminei a leitura do Noturno no chile. Gostei bastante, até comentei no tópico do último livro que você leu.

Ano que vem tem mais um lançamento do Bolano pela Cia das letras:

As agruras de um tira de verdade, de Roberto Bolaño (Romance)

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Becco em Qua Out 03, 2012 6:35 pm

É este aqui:


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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por tiago em Sab Out 13, 2012 9:37 am

Finalmente terminei de ler o 2666, que eu achei sensacional mesmo. Mesmo os excessos comentados, só me irritaram uma vez, de resto, são parte inerente ao processo do livro.

Roberto Bolaño escreveu:Toda obra que no sea una obra maestra es, cómo se lo diría, una pieza de un vasto camuflaje. Usted ha sido soldado, me imagino, y ya sabe a lo que me refiero. Todo libro que no sea una obra maestra es carne de cañón, esforzada infantería, pieza sacrificable dado que reproduce, de múltiples maneras, el esquema de la obra maestra. Cuando comprendí esta verdad dejé de escribir. Mi mente, sin embargo, no dejó de funcionar. Al contrario, al no escribir funcionaba mejor. Me pregunté: ¿por qué una obra maestra necesita estar oculta?, ¿qué extrañas fuerzas la arrastran hacia el secreto y el misterio?
Ya sabía que escribir era inútil. O que sólo merecía la pena si uno está dispuesto a escribir una obra maestra. La mayor parte de los escritores se equivocan o juegan. Tal vez equivocarse y jugar sea lo mismo, las dos caras de la misma moneda. En realidad nunca dejamos de ser niños, niños monstruosos llenos de pupas y de varices y de tumores y de manchas en la piel, pero niños al fin y al cabo, es decir nunca dejamos de aferrarnos a la vida puesto que somos vida. También se podría decir:
somos teatro, somos música. De igual manera, pocos son los escritores que renuncian. Jugamos a creernos inmortales. Nos equivocamos en el juicio de nuestras propias obras y en el juicio siempre impreciso de las obras de los demás. Nos vemos en el Nobel, dicen los escritores, como quien dice: nos vemos en el infierno.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por lavoura em Dom Out 14, 2012 4:20 pm



“Esta é a minha última transmissão a partir do planeta dos monstros. Não mergulharei nunca mais no mar de merda da literatura. De agora em diante, escreverei meus poemas com humildade e trabalharei para não morrer de fome e não tentarei publicar nada.”
Roberto Bolaño.

A história do livro é contada por um aprendiz/pupilo de um poeta, frequentador de uma oficina de poesia na universidade do Chile. Entre os membros há um em especial que merece destaque como futuro promissor poeta : Alberto Ruiz-Tagle. É em torno dele e de uma sucessão de fatos que a trama se desenvolve e que bolaño sempre mesclando metaliteratura, conflitos politicos e personagens reais e fictícios narra a história com maestria através da sua visão pessimista das coisas e recheada de citações de outras obras.
O livro é uma novela curta, mas que vale a pena a leitura.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Mat em Seg Out 15, 2012 8:59 am

Já leu esse, Tiago?


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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por tiago em Seg Out 15, 2012 10:02 am

Não, nem sabia da existência.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Becco em Seg Out 15, 2012 9:38 pm

Também não. Qual a editora?

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Mat em Ter Out 16, 2012 11:24 am

Só sei que é o primeiro dele, quero ler aquele Last Evenings on Earth também.

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por tiago em Sex Out 26, 2012 2:07 pm

Li O Terceiro Reich, difícil entender pq o Bolaño não quis publicar. Interessante que aqui ele em vez de usar a literatura (que está lá, mas mais em segundo plano), ele usa wargames, jogos de estratégia de tabuleiro que recriam batalhas reais (por uma entrevista, parece que ele próprio era um praticante), como obsessão do personagem principal, que de certa forma o afasta do mundo, ou afasta das questões morais do mundo, ao menos.
Há algumas questões estilísticas aqui, o livro é escrito e em forma de diário, mas o tom dele vai mudando de um tom mais direto, jornalístico, para ligeiramente mais literário conforme a integridade psíquica do personagem vai se desintegrando.
ps: sim, a ricardo eletro entregou o pedido DEPOIS que eu já o tinha cancelado

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por Becco em Sex Out 26, 2012 3:05 pm

tiago escreveu:Há algumas questões estilísticas aqui, o livro é escrito e em forma de diário, mas o tom dele vai mudando de um tom mais direto, jornalístico, para ligeiramente mais literário conforme a integridade psíquica do personagem vai se desintegrando.

Legal isso. Gosto quando acontece da linguagem ser inflenciada pelo estado mental.


tiago escreveu:ps: sim, a ricardo eletro entregou o pedido DEPOIS que eu já o tinha cancelado

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Re: Roberto Bolaño

Mensagem por lavoura em Dom Dez 16, 2012 7:39 am

Estou na metade do Pista de Gelo.
Romance bem rápido e diferente do Bolaño. Aqui não tem conflitos políticos , nem golpes militares , pelo menos por enquanto. E os personagens apesar de "serem poetas" não falam muito de literatura como nos outros romances que li do autor.
A narrativa é bem fluída e o esquema de narração por 3 personagens, criando assim uma história fragmentada é bem agradável de se ler.
Gostando da história...

O título "Pista de gelo" não tem nada a ver com o que pensava. Imaginei que o tal "pista de gelo" era uma pista para aviões, não sei por que.
Comecei a ler o romance, sem saber nada a mais doque isso e me surpreendi quando vi que não era nada disso.
Laughing

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Edit:


Terminei a leitura...
O livro é bem legal, o Bolaño consegue nos deixar sem saber qual é o assasino e assasinado até os capítulos finais. Pelo menos comigo, imaginei outro final bem diferente. A narrativa fragmentada em 3 personagens também ajuda a fazer um pré julgamento deles.

O capítulo das empregadas reclamando dos hóspedes cagões é engraçado.Laughing
Só senti falta das referências literárias que os personagens tem em outros livros do bolaño e aqui é quase nula.

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Re: Roberto Bolaño

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