Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Becco em Dom Set 23, 2012 7:46 pm

Tudo bem, Max. Seja bem-vindo!

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por lavoura em Seg Set 24, 2012 2:58 pm

Max Bóris escreveu:
P.S. Pega mal chegar participando do fórum sem me apresentar?


lavoura
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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Becco em Seg Set 24, 2012 4:55 pm

Laughing

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Ter Out 02, 2012 9:54 pm

VESPERAL {Cruz e Sousa}

Tardes de ouro para harpas dedilhadas
Por sacras solenidades
De catedrais em pompa, iluminadas
Com rituais majestades.

Tardes para quebrantos e surdinas
E salmos virgens e cantos
De vozes celestiais, de vozes finas
De surdinas e quebrantos...

Quando através de altas vidraçarias
De estilos góticos, graves,
O sol, no poente, abre tapeçarias,
Resplandecendo nas naves...

Tardes augustas, bíblicas, serenas,
Com silencio de ascetérios
E aromas leves, castos, de açucenas
Nos claros ares sidéreos...

Tardes de campos repousados, quietos,
Nos longes emocionantes...
De rebanhos saudosos, de secretos
Desejos vagos, errantes...

Ó Tardes de Beethoven, de sonatas,
De um sentimento aéreo e velho...
Tardes da antiga limpidez das pratas,
De Epístolas do Evangelho!...

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por tmanfrini em Sab Out 06, 2012 11:22 pm

http://pt.wikisource.org/wiki/%C3%9Altimos_Sonetos

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Sab Out 06, 2012 11:26 pm

tmanfrini escreveu:http://pt.wikisource.org/wiki/%C3%9Altimos_Sonetos


I love you I love you I love you

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por tmanfrini em Sab Out 06, 2012 11:30 pm

;*******

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Franz em Dom Out 14, 2012 3:18 pm

http://www.youtube.com/watch?v=wEBfpIYTtqY

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Dom Out 14, 2012 7:55 pm

Amigos, uma dúvida... Esse "tipo" (não sei se é o termo certo) de verso tem algum nome específico como o soneto? Cruz e Sousa usa muito e tem uma espécide de cadência, uma sonoridade bonita:

Nas águas daquele lago
Dormita a sombra de Iago...

Um véu de luar funéreo
Cobre tudo de mistério...

Há um lívido abandono
Do luar no estranho sono.

Transfiguração enorme
Encobre o luar que dorme...

Dá meia-noite na ermida,
Como o último ai de uma vida.

São badaladas nevoentas,
Sonolentas, sonolentas...

Do céu no estrelado luxo
Passa o fantasma de um bruxo

[...]

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Becco em Dom Out 14, 2012 9:08 pm

São dísticos [dois versos] de heptassílabos [7 sílabas poéticas], Jabá.
Agora retire tudo o que você disse sobre os bacharéis em Letras.

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Dom Out 14, 2012 9:18 pm

Lorenzo Becco escreveu:São dísticos [dois versos] de heptassílabos [7 sílabas poéticas], Jabá.
Agora retire tudo o que você disse sobre os bacharéis em Letras.

Mas eu não disse nada sobre vocês, seus fofinhos Laughing

Obrigado, vai enriquecer minha resenha sobre o Boquetes e Faróis do Cruz e Sousa. Wink

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por tmanfrini em Sex Out 19, 2012 4:21 pm

É comum haver introdução comentando. Eu tenho uma edição "monumental" - Bróqueis e Faróis e Últimos Sonetos, com introduções aceitáveis aliás. Mas tá surradinha, ganhei de minha irmã que ganhou na escola. Feita pela ocasião do translado de seus restos mortais à Florianópolis (2007). Já havia lido Broquéis e Faróis há muito tempo, mas Últimos Sonetos só li recentemente. Belíssimos.

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Sex Out 19, 2012 4:27 pm

tmanfrini escreveu:É comum haver introdução comentando. Eu tenho uma edição "monumental" - Bróqueis e Faróis e Últimos Sonetos, com introduções aceitáveis aliás. Mas tá surradinha, ganhei de minha irmã que ganhou na escola. Feita pela ocasião do translado de seus restos mortais à Florianópolis (2007). Já havia lido Broquéis e Faróis há muito tempo, mas Últimos Sonetos só li recentemente. Belíssimos.

Cruz e Sousa tá no meu top 5 de poetas.

Alguém curte Alphonsus de Guimaraens?



Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


A CATEDRAL
Entre brumas, ao longe, surge a aurora.
O hialino orvalho aos poucos se evapora
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece, na paz do céu risonho,
Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a bênção de Jesus.

E o sino clama em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Põe-se a lua a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Aparece, na paz do céu tristonho,
Toda branca de luar.
E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O céu é todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem açoitar o rosto meu.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.

E o sino geme em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Becco em Sex Out 19, 2012 5:55 pm

Senscional esse do Pobre Alphonsus! Sempre gostei muito. O ritmo é espetacular, lânguido!

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Sex Out 19, 2012 8:28 pm

Lorenzo Becco escreveu:Senscional esse do Pobre Alphonsus! Sempre gostei muito. O ritmo é espetacular, lânguido!

É impressão minha ou Ismália tem um ritmo de valsa?

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Becco em Sex Out 19, 2012 9:05 pm

Não é impressão não.

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Bocage

Mensagem por tmanfrini em Dom Out 21, 2012 1:53 pm

Em que estado, meu bem, por ti me vejo,
Em que estado infeliz, penoso e duro!
Delido o coração de um fogo impuro,
Meus pesados grilhões adoro e beijo.

Quando te logro mais, mais te desejo;
Quando te encontro mais, mais te procuro;
Quando mo juras mais, menos seguro
Julgo esse doce amor, que adorna o pejo.

Assim passo, assim vivo, assim meus fados
Me desarreigam d'alma a paz e o riso,
Sendo só meu sustento os meus cuidados;

E, de todo apagada a luz do siso,
Esquecem-me (ai de mim!) por teus agrados
Morte, Juízo, Inferno e Paraíso.

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Franz em Sab Nov 10, 2012 6:15 pm

um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante

carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisa que os valha

ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra

Paulo Leminski

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Jabá em Dom Nov 11, 2012 7:58 pm

Bonito...

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Becco em Seg Nov 12, 2012 6:56 am

ópios édens analgésicos

Foda, um hepstassílabo terminado em proparoxítona, ou seja, as duas últimas sílabas não contam. Laughing

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Franz em Qua Nov 14, 2012 6:54 pm

O defunto


Quando morto estiver meu corpo,
Evitem os inúteis disfarces,
Os disfarces com que os vivos,
Só por piedade consigo,
Procuram apagar no Morto
O grande castigo da Morte.


Não quero caixão de verniz
Nem os ramalhetes distintos,
Os superfinos candelabros
E as discretas decorações.


Quero a morte com mau-gosto!


Dêem-me coroas de pano.
Dêem-me as flores de roxo pano,
Angustiosas flores de pano,
Enormes coroas maciças,
Como enormes salva-vidas,
Com fitas negras pendentes.


E descubram bem minha cara:
Que a vejam bem os amigos.
Que não a esqueçam os amigos.
Que ela ponha nos seus espíritos
A incerteza, o pavor, o pasmo.
E a cada um leve bem nítida
A idéia da própria morte.


Descubram bem esta cara!


Descubram bem estas mãos.
Não se esqueçam destas mãos!
Meus amigos, olhem as mãos!
Onde andaram, que fizeram,
Em que sexos demoraram
Seus sabidos quirodáctilos?


Foram nelas esboçados
Todos os gestos malditos:
Até os furtos fracassados
E interrompidos assassinatos.


— Meus amigos! olhem as mãos
Que mentiram às vossas mãos...
Não se esqueçam! Elas fugiram
Da suprema purificação
Dos possíveis suicídios.


— Meus amigos, olhem as mãos!
As minhas e as vossas mãos!


Descubram bem minhas mãos!


Descubram todo o meu corpo.
Exibam todo o meu corpo,
E até mesmo do meu corpo
As partes excomungadas,
As sujas partes sem perdão.


— Meus amigos, olhem as partes...
Fujam das partes,
Das punitivas, malditas partes ...


E, eu quero a morte nua e crua,
Terrífica e habitual,
Com o seu velório habitual.


— Ah! o seu velório habitual!


Não me envolvam em lençol:
A franciscana humildade
Bem sabeis que não se casa
Com meu amor da Carne,
Com meu apego ao Mundo.


E quero ir de casimira:
De jaquetão com debrum,
Calça listrada, plastron...
E os mais altos colarinhos.


Dêem-me um terno de Ministro
Ou roupa nova de noivo ...
E assim Solene e sinistro,
Quero ser um tal defunto,
Um morto tão acabado,
Tão aflitivo e pungente,
Que sua lembrança envenene
O que resta aos amigos
De vida sem minha vida.


— Meus, amigos, lembrem de mim.
Se não de mim, deste morto,
Deste pobre terrível morto
Que vai se deitar para sempre
Calçando sapatos novos!
Que se vai como se vão


Os penetras escorraçados,
As prostitutas recusadas,
Os amantes despedidos,
Como os que saem enxotados
E tornariam sem brio
A qualquer gesto de chamada.


Meus amigos, tenham pena,
Senão do morto, ao menos
Dos dois sapatos do morto!
Dos seus incríveis, patéticos
Sapatos pretos de verniz.
Olhem bem estes sapatos,
E olhai os vossos também.

Pedro Nava

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Deco em Qua Nov 14, 2012 6:58 pm

Não conhecia a poesia de Pedro Nava,só sabia de sua memórias (que ainda não li).

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Franz em Qui Nov 15, 2012 7:41 pm

Também conhecia apenas as memórias. Só soube que escrevia poemas quando li uma entrevista do Pablo Neruda, na qual disse que lia esse poema em voz alta para os amigos.

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Mat em Qua Dez 26, 2012 11:58 am

Estou lendo o Vinícius de Moraes. Os poemas são até bons, mas ele só fala de mulher.

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Re: Seu poeta (ou poetas) favorito(s)

Mensagem por Deco em Qua Dez 26, 2012 2:17 pm

À ESPERA DOS BÁRBAROS


O que esperamos na ágora reunidos?

É que os bárbaros chegam hoje.

Por que tanta apatia no senado?
Os senadores não legislam mais?

É que os bárbaros chegam hoje.
Que leis hão de fazer os senadores?
Os bárbaros que chegam as farão.

Por que o imperador se ergueu tão cedo
e de coroa solene se assentou
em seu trono, à porta magna da cidade?

É que os bárbaros chegam hoje.
O nosso imperador conta saudar
o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe
um pergaminho no qual estão escritos
muitos nomes e títulos.

Por que hoje os dois cônsules e os pretores
usam togas de púrpura, bordadas,
e pulseiras com grandes ametistas
e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
Por que hoje empunham bastões tão preciosos
de ouro e prata finamente cravejados?

É que os bárbaros chegam hoje,
tais coisas os deslumbram.

Por que não vêm os dignos oradores
derramar o seu verbo como sempre?

É que os bárbaros chegam hoje
e aborrecem arengas, eloqüências.

Por que subitamente esta inquietude?
(Que seriedade nas fisionomias!)
Por que tão rápido as ruas se esvaziam
e todos voltam para casa preocupados?

Porque é já noite, os bárbaros não vêm
e gente recém-chegada das fronteiras
diz que não há mais bárbaros.

Sem bárbaros o que será de nós?
Ah! eles eram uma solução.

Konstantinos Kaváfis

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