Correspondência/obra epistolar

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Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Mat em Dom Dez 16, 2012 6:37 am

Vocês tem muitos livros de cartas dos autores?
Não é uma prioridade na minha biblioteca, mas tem alguns que eu quero.






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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por César em Dom Dez 16, 2012 8:19 am

Só tenho o do Rimbaud que é o que vale.

Tenho esse do Dostoiévski tbm só que a edição é tão nojenta que ignoro.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Jabá em Dom Dez 16, 2012 9:09 am

Taí um tipo de leitura que não me atrai. Epistolar parece coisa de igreja. "Leitura da primeira epístola de Paulo aos corinthianos"
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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por lavoura em Dom Dez 16, 2012 7:34 pm

Só li as Cartas do Rilke e Kappus do famoso Cartas a um jovem poeta.
E algumas cartas aleatórias de autores por ai. Algumas do Balzac, outras do Dostoievski, Machado e etc.

Tenho interesse em adquirir o volume do Rimbaud e o do Dostoievski eu perguntei por aqui e o César já informou. Uma pena ser um material porco, com as cartas cortadas justamente na parte mais interessante que eram os pensamentos do Autor.


Gosto de ler cartas,pois essas realmente contam a "vida" do autor, ou parte dela. Diferente de uma biografia, nas cartas vemos as idéias e ideais puros, vemos os defeitos e vemos até os preconceitos contados sem interferência de um terceiro. Acho bem legal isso.
Muitas vezes parece até algo imoral, tipo bisbilhotar as coisas dos outros.

No domínio público tem o epistolário do Machado, tenho aqui no computador, mas não olhei muita coisa.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por tmanfrini em Seg Dez 17, 2012 1:15 am

Cartas a um jovem poeta I love you

Também gosto de cartas.
Tenho alguns... o último adquirido foi de Goethe e Schiller.
E quero do Rimbaud.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Mat em Seg Dez 17, 2012 7:01 am

As cartas do Rimbaud são muito boas mesmo.

Quero essas também:




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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por tmanfrini em Seg Dez 17, 2012 7:42 am

Bonita capa do Kafka

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Mat em Seg Dez 17, 2012 9:16 pm

"Penso que você está apaixonada por mim, não está? Gosto de pensar em você lendo meus versos (embora você tenha levado cinco anos para descobri-los). Quando os escrevi eu era um estranho menino solitário, andando sozinho à noite e pensando que algum dia uma moça me amaria. Mas nunca conseguia falar com as moças que costumava encontrar nas casas. Seus modos falsos me inibiam imediatamente. Então você veio até mim. Você de certa forma não era a moça com quem eu tinha sonhado e sobre quem escrevera os versos que você acha agora tão encantadores. Ela era talvez (eu a via na minha imaginação) uma moça de uma curiosa beleza grave formada pela cultura de gerações antes dela, a mulher para quem escrevi os poemas como “Gentle lady” ou “Thouleanest to the shell of night”. Mas depois vi que a beleza de sua alma era mais brilhante do que aquela dos meus versos. Havia em você algo mais elevado do que qualquer coisa que eu tivesse colocado neles. E assim por esse motivo o livro de versos é seu. Contém o desejo de minha juventude , e você, querida, foi o preenchimento desse desejo."

- Carta de James Joyce para Nora Joyce.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por tmanfrini em Sex Fev 15, 2013 5:05 am

Palavras de Jung em carta a esposa (regresso da América, setembro de 1909) -

O mar é como a música; traz em si e faz aflorar todos os sonhos da alma.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Gourmet em Sex Fev 15, 2013 5:42 am

Pode parecer besteira, mas nunca me sinto muito confortável lendo cartas que não são minhas. Elas não foram feitas para serem públicas, são de natureza particular. O máximo que consigo ler são as sessões de cartas nos gibis.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por RafaelS em Sex Fev 15, 2013 9:31 am

Gourmet escreveu:Pode parecer besteira, mas nunca me sinto muito confortável lendo cartas que não são minhas. Elas não foram feitas para serem públicas, são de natureza particular. O máximo que consigo ler são as sessões de cartas nos gibis.

Quem não pensa assim é o filho do Nabokov que resolveu publicar as cartas de amor do pai e da mãe.

Eu pessoalmente gosto muito do Rilke, não só das cartas ao jovem poeta mas também das cartas sobre cezanne (bom pra caralho). Tenho também um volume da martins fontes com um título super auto ajuda mas que é bom bagarai tb.

Essas do Beckett no início do tópico preciso comprar, tenho o primeiro volume (1929-1940) e é o bicho, além das próprias cartas (com especial destaque para a carta onde ele fala da decisão dele de escrever em francês) a edição tem várias notas esclarecedoras e (!) um índice com nome de todo mundo que é mencionado nas cartas. Com certeza vou comprar todos os volumes dessas cartas.

Tenho aqui pra ler as cartas do Proust e do Gaston Gallimard que parecem bem interessantes

Fora isso tenho muita vontade de ler as cartas do Nietzshce, do Dosto (mas essa edição porca me afastou), as cartas trocadas entre o Sebald e o Javier Marías (!!!!!!!!!!!!) - mas que só podem ser publicadas após a morte do Marías.

Ah, também tem uma parada bem bizarra que o Coetzee e o Paul Auster decidiram trocar cartas durante uns anos pra depois publicarem um livro, vai ser lançado daqui a pouco:



Só pelo Coetzee já me faz ter muita vontade de ler.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por lavoura em Sex Fev 15, 2013 9:08 pm

RafaelS escreveu:
Gourmet escreveu:Pode parecer besteira, mas nunca me sinto muito confortável lendo cartas que não são minhas. Elas não foram feitas para serem públicas, são de natureza particular. O máximo que consigo ler são as sessões de cartas nos gibis.

Quem não pensa assim é o filho do Nabokov que resolveu publicar as cartas de amor do pai e da mãe.

Eu pessoalmente gosto muito do Rilke, não só das cartas ao jovem poeta mas também das cartas sobre cezanne (bom pra caralho). Tenho também um volume da martins fontes com um título super auto ajuda mas que é bom bagarai tb.

Essas do Beckett no início do tópico preciso comprar, tenho o primeiro volume (1929-1940) e é o bicho, além das próprias cartas (com especial destaque para a carta onde ele fala da decisão dele de escrever em francês) a edição tem várias notas esclarecedoras e (!) um índice com nome de todo mundo que é mencionado nas cartas. Com certeza vou comprar todos os volumes dessas cartas.

Tenho aqui pra ler as cartas do Proust e do Gaston Gallimard que parecem bem interessantes

Fora isso tenho muita vontade de ler as cartas do Nietzshce, do Dosto (mas essa edição porca me afastou), as cartas trocadas entre o Sebald e o Javier Marías (!!!!!!!!!!!!) - mas que só podem ser publicadas após a morte do Marías.

Ah, também tem uma parada bem bizarra que o Coetzee e o Paul Auster decidiram trocar cartas durante uns anos pra depois publicarem um livro, vai ser lançado daqui a pouco:



Só pelo Coetzee já me faz ter muita vontade de ler.

Nossa que legal isso! Li um livro só do Sebald e achei excelente! Já tenho mais 3 aqui aguardando a leitura. Será que será publicado isso? Pelo que vejo o Marías é bem reservado e como o Gourmet disse: cartas são algo bem pessoal.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por RafaelS em Sex Fev 15, 2013 9:49 pm

Olha, acho que quanto ao Sebald e o Marías realmente não tem como saber. Eu fiquei sabendo da notícia dessa correspondência via telefone sem fio. O amigo de um amigo meu estudou Sebald no mestrado e falou que nos arquivos do Sebald existiam essas cartas mas que estavam lacradas até a morte do Marías. A dúvida é se essas cartas vão ficar apenas disponíveis no arquivo ou se vão publicar. Realmente espero que publiquem pois o Sebald é um puta escritor, acho que Austerlitz foi um dos melhores/maiores livros de literatura contemporânea que já li, uma bomba aquilo. E o Marías idem. E ambos são caras que conhecem demais ficção/literatura, conhecem demais os meandros daquilo, ou seja, deve ter só coisa boa nas cartas. Agora, o que me leva a pensar que as cartas seriam publicadas é que, de novo via telefone sem fio, parece que o Sebald deixou tudo organizado para sua morte, que é quase como se ele estivesse se preparando pra isso - o que é bem bizarro considerando que ele morreu num acidente de carro com apenas dez anos da publicação do seu primeiro livro (mas ao mesmo tempo faz sentido, considerando a obra dele); ou seja, se essas cartas estão ali, se estão presentes no arquivo quero ver isso como um indicativo. Mas realmente é foda, o Marías é muito recluso então também consigo imaginar ele barrando, mas ao mesmo tempo ele tem um puta ego, tem um artigo inclusive, que num lembro onde é, onde ele vai apontando as movimentações da carreira do Marías mostrando justamente como ele vai caminhando conscientemente para se tornar um nobelizável - somando isso ao fato de que ele não costuma aceitar prêmios financeiros me parece que o que ele quer é a glória e imagino que uma coletânea de cartas póstumas caia bem pra essa visada dele. mas enfim, falei demais :B

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por lavoura em Sex Fev 15, 2013 9:59 pm

Foi justamente Austerlitz que li. E realmente é um puta livro! Uma pena o Sebald ter tido essa morte prematura. O marías eu descobri esse ano e também achei excelente, tanto é que comprei todos os livros dele lançados em PT. Até procurei algo de entrevistas, mas a única que achei foi a que ele deu a folha via fax.
Torço muito para que essa notícia se torne verdade. Seria melhor lançar com o Marías vivo. Assim teríamos acesso mais rápido a elas.

P.s: Muito bizarro isso do Sebald organizando as coisas para sua morte.
P.s2: Caso não seja muito abuso, poderia falar um pouco sobre o Coetzee??
Tenho Desonra na estante e nunca pego para ler. O principal motivo é medo de gostar e correr atrás das outras obras do autor. Porém só leio elogios ao Coetzee

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por RafaelS em Sex Fev 15, 2013 10:21 pm

Tem uma entrevista do Marías na Paris Review no site deles em inglês (aliás, não só dele mas de uma CACETADA de autores e geralmente em entrevistas muito boas, a do Marías inclusive tem uma parada que acho monstruoso, até usei na minha monografia):

http://www.theparisreview.org/interviews/5680/the-art-of-fiction-no-190-javier-marias

As a reader—and I am more of a reader than a writer, we all are, I suppose—I can enjoy a good story, but in a novel, which takes time to read, a good story is not enough for me. If I close a book and there are no echoes, that is very frustrating. I like books that aren’t only witty or ingenious. I prefer something that leaves a resonance, an atmosphere behind. That is what happens to me when I read Shakespeare and Proust. There are certain illuminations or flashes of things that convey a completely different way of thinking. I’m using words that have to do with light because sometimes, as I believe Faulkner said, striking a match in the middle of the night in the middle of a field doesn’t permit you to see anything more clearly, but to see more clearly the darkness that surrounds you. Literature does that more than anything else. It doesn’t properly illuminate things, but like the match it lets you see how much darkness there is.

As outras entrevistas da pra encontrar aqui ó:

http://www.theparisreview.org/interviews/1950s#list

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por RafaelS em Sex Fev 15, 2013 10:47 pm

Sobre o Coetzee eu recomendo muito mas é difícil falar dele. Já li quase todos os livros dele e ainda que nem todos sejam fuderosos ele tem um nível de excelência que de todos os que eu li dele só um deles deu "trabalho".

Ele é um cara bem reto, bem seco, é um realismo sem muitos frufrus, sem poesia mas ao mesmo tempo na simplicidade da sua escrita é muito bonita e abre espaço para aquilo que interessa ao Coetzee. A maneira dos russos (e ele curte muito o Tolstoi e o Dosto, inclusive escrevendo um romance sobre ele, mas mais adiante) ele tem uma escrita que põe questões de ética e moral o jogo o tempo inteiro e é porrada após porrada, e isso vai criando dramas, vai crescendo e toda a simplicidade da escrita dele só faz isso aflorar mais ainda, seu estilo direto intensifica os dramas.

Um exemplo:
Para um homem de sua idade, cinqüenta e dois, divorciado, ele tinha, em sua opinião, resolvido muito bem o problema de sexo.

Pode parecer bobo, pode parecer moralista mas não é nada disso, pelo contrário, é como se os romances do Coetzee fizessem a gente sentir na pele o que é esse conviver, essa realidade prática de lidar com pessoas, com nós mesmos de uma forma bem crua (e ainda que ele seja sul-africano, ainda que ele fale de apartheid a verdade é que a obra dele é muito maior do que isso, é muito mais ~universal~, ainda que não goste do termo).

O que não quer dizer também que ele seja um romancista à moda antiga, pelo contrário, ele faz umas peripécias bem "pós-modernas" (o que as vezes funciona, as vezes não funciona), espécie de autoconsciência do narrador, metalinguagem etc há muitos truquezinhos mas num dá pra falar pois, justamente, são truques, surpresas, ainda que a prosa em si seja sempre seca e dura.

Sobre os livros como disse o único que me deu trabalho foi o sobre Dostoiévski. Esse fala do Dosto logo depois que o enteado (?) dele morre e mostra as crises dele, a sua angústia etc. Confesso que eu achei ele no limite do bom, quase o abandonei várias vezes mas como era o Coetzee eu continuava dando chance pra ele. Não me arrependi de continuar lendo mas não recomendo esse pra começar. A outra razão para não acha-lo tão bom foi que imediatamente antes dele havia lido o magnífico-fabuloso Verão em Baden-Baden do Leonid Tsípkin que retrata numa prosa onírica-fluxo-de-consciencia-bizonho a estadia do Dosto em Baden-Baden apostando a porra toda nas roletas. (mas enfim, isso em outro momento)

Os outros foram todos muito bem.

Os que mais gosto são Desonra que é um livro bem direto, sem peripécia nenhuma sobre um professor que é expulso da universidade onde trabalha e (num lembro direito) vai morar (uns tempos ou não) com a filha no sertão sul africano e lá o bicho pega.

me amarro muito na triologia de autoficão dele onde ele "reconta" ficcionalmente, em terceira pessoa, sua infancia, juventude e "idade adulta". Esse também talvez seja um bom começo pro Coetzee junto com o Desonra.

À espera dos Bárbaros fala dos dilemas de um militar que comanda uma cidade fronteiriça do império ingles na africa do sul e seu relacionamento estranho com uma "nativa", muito AUTO CONHECIMENTO nesse romance. foda também mas menos fácil que os dois primeiros.

Também gosto muito do Elizabeth Costello e do Diário de um ano ruim mas esses tem formas muito pós-modernas (e como isso no coetzee é delicado as vezes inclusive dando uma impressão de gratuidade) não recomendo se começar por eles, embora sejam o bicho também.

enfim, vale a pena. Pega o Desonra que vale muito, só o teu bolso qeu vai se arrepender.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por lavoura em Seg Mar 04, 2013 9:20 am

Excelente post, Rafael!
Não tinha visto ainda e muito obrigado pela resenha da obra do Coetzee!

Aumentou e muito meu interesse em ler. Vou até tirar o Desonra da estante!
Aproveitando o seu conhecimento sobre o autor, você poderia criar um tópico para ele...


Bom sobre o tópico vi um título interessante lançado pela Hedra naquela coleção de pockets:



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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Aline Santiago em Seg Mar 04, 2013 9:17 pm

Excelente pessoas! Precisam ler essa correspondência entre os poetas Boris Pasternak, Marina Tsvetáieva e Rilke


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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por César em Seg Mar 04, 2013 9:36 pm

Vocês compram mesmo esses livros em português de Portugal? Laughing

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Aline Santiago em Ter Mar 05, 2013 6:10 pm

César escreveu:Vocês compram mesmo esses livros em português de Portugal? Laughing

Não posso falar pelos outros mas, quanto a mim, eu leio, sim, muita coisa publicada por editoras português. Além de serem boas edições existem livros lá que jamais foram publicados por editoras brasileiras. Apesar do preço, vale a pena.


Última edição por Aline Santiago em Qua Mar 06, 2013 6:56 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por lavoura em Qua Mar 06, 2013 9:25 am

Eu comprei um do Augusto Abelaira em Pt-Pt. E é bem tranquilo a leitura, só algumas palavras diferentes: Bicha= Fila / Sereia = Sirene .
Mas comprei pelo EV, então não tenho noção do preço de um livro em algum site português.

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Mat em Qua Mar 06, 2013 9:27 am

Lá em portugal já tem a tradução do Infinite Jest [A Piada Infinita] :


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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por lavoura em Qua Mar 06, 2013 1:48 pm

Agora está explicado o porquê do Mat gostar tanto do Joyce! O joyce gostava de fezes igual ao mat.
Aqui tem 2 cartas que o Luciano do site Posfácio (antigo meia-palavra) traduziu:

Para NORA

Dublin, 2 de dezembro de 1909.

O meu amor por você me permite enaltecer o espírito da beleza eterna e da ternura que se refletem nos teus olhos ou te jogar debaixo de mim, sobre essa tua barriga macia e te foder por trás, como um porco montando uma porca, admirando-se com o fedor e o suor do seu rabo, admirando-se com a forma aberta do seu vestido levantado e suas calcinhas infantis e na confusão das suas bochechas vermelhas e seu cabelo emaranhado. Ele me permite desabar em lágrimas de pena e amor por qualquer palavra boba, me permite tremer de amor por você ao som de algum acorde ou à cadência da música, ou deitar com você, pés com cabeça, e sentir seus dedos macios acariciando e fazendo cócegas nas minhas bolas ou enfiados em mim por trás, e seus lábios quentes chupando meu pau enquanto a minha cabeça está entalada entre tuas coxas gordas, minhas mãos apertando as almofadas redondas das tuas nádegas e minha língua lambendo faminta a sua boceta vermelho-vivo. Eu te ensinei quase a grunhir ao ouvir minha voz cantando ou murmurando a paixão e a mágoa e o mistério da vida para a sua alma, e ao mesmo tempo te ensinei a fazer sinais obscenos com seus lábios e língua, a me provocar com toques e barulhos indecentes e até mesmo a fazer, em minha presença, o mais vergonhoso e imundo ato do corpo. Você se lembra do dia em que você tirou suas roupas e me deixou deitar debaixo de você, olhando pra cima, enquanto você o fazia? Depois você tinha vergonha até de me olhar nos olhos.

Você é minha, querida, minha! Eu te amo! Tudo o que eu escrevi ali em cima, é só um ou dois momentos de loucura brutal. A última gota da semente mal foi esguichada na sua boceta e, antes que acabe e o amor verdadeiro que tenho por você, o amor dos meus versos, o amor dos meus versos, o amor dos meus olhos pelos seus estranhos e sedutores olhos, sopra por sobre minha alma como um vento carregado com o cheiro de especiarias. Meu pau ainda está quente e duro e tremendo do último esforço brutal que ele lhe impôs quando um hino pálido é ouvido saindo em calorosa e piedosa adoração desde os meandros escuros do meu coração.

Nora, minha querida e adorada, minha colegial de doces olhos e boca suja, seja minha puta, minha senhora, tanto quanto você quiser (minha pequena e fodida senhora! Minha maldita putinha!) você é sempre minha, minha bela flor selvagem das sebes, minha flor azul escura, encharcada de chuva.

JIM


Para NORA

Dublin, 8 de dezembro de 1909.

Nora, minha doce putinha, eu fiz como você mandou, sua garotinha safada, e bati duas punhetas enquanto lia a sua carta. Eu fico feliz de ver que você gosta de ser fodida no cu. Sim, agora eu me lembro daquela noite em que eu te comi por trás por um tempão. Foi a trepada mais suja que eu já te dei, querida. Meu pinto ficou enfiado em você por horas, entrando e saindo, fodendo seu traseiro arrebitado. Eu senti suas nádegas gordas e suadas sob a minha barriga, vi seu rosto em chamas e seus olhos loucos. A cada vez que eu te fodia a sua língua desavergonhada saía por entre os teus lábios e, se eu desse uma metida mais forte do que o habitual, peidos gordos e sujos saiam do seu traseiro. Você tinha uma bunda cheia de peidos aquela noite, e eu os fodi, camaradas gordões, uns longos e cheios de ar, pequenos estouros alegres e um monte de minúsculo pequeninos peidicos, e termina em um longo jorro do seu buraco. É maravilhoso comer uma mulher peidorreira, quando cada estocada arranca um peido de dentro dela. Acho que eu reconheceria um peido da Nora em qualquer lugar. Eu acho que eu saberia qual é o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem feminino, nem um pouco parecido com o peidão molhado que eu espero das esposas gordas. É súbito e seco e sujo como o que uma garota ousada soltaria por diversão, de noite, no dormitório de uma escola. Eu espero que Nora não se prive de peidar na minha cara, para que eu também possa conhecê-los pelo cheiro.

Você diz que quando eu voltar você vai me chupar e que quer que eu chupe sua boceta, sua boca suja pervertida. Eu espero que você me surpreenda qualquer hora, quando eu estiver dormindo, vestido, você se esgueire até mim com um brilho de vadia em seus olhos sonolentos, gentilmente abra a minha braguilha, botão a botão e, gentilmente, pegue a piroca (Mickey?) roliça do seu amante e a acomode na sua boca úmida e chupe até que ele fique maior e mais duro e goze na sua boca. Às vezes eu também poderei te surpreender no sono, erguer suas saias e abrir suas gavetas com gentileza, e então me deitarei do seu lado e gentilmente começarei a lamber loucamente ao redor da sua moita. Você vai começar a se mexer inquieta, e então eu vou lamber os lábios da vagina do meu amor. Você vai começar a ganir e gemer e sorrir e peidar de desejo no sono. Então eu vou lamber cada vez mais e mais rápido, como um cachorro faminto, até que a sua boceta seja uma massa de muco e seu corpo esteja se contorcendo com selvageria.

Boa noite, minha pequenina Nora peidorreira, meu sujo pássaro-foda! Só existe uma única palavra amável, querida, você a sublinhou para me ajudar a punhetar melhor. Escreva-me mais sobre aquilo e sobre você, mais doce, mais suja, mais suja.

JIM.

Fonte: http://www.posfacio.com.br/2012/06/17/james-joyce-um-ser-humano/

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Mat em Qua Mar 06, 2013 3:25 pm

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Re: Correspondência/obra epistolar

Mensagem por Aline Santiago em Qua Mar 06, 2013 7:33 pm

Quero MUITO esse:



Logo vou fazer aniversário então coloquei na listinha pra alguém da minha família me dar. Tomara que alguém escolha esse! bounce

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