Mark Twain

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Mark Twain

Mensagem por Oric em Sab Abr 19, 2014 4:37 pm



Samuel Langhorne Clemens nas ceu na cidade de Flórida, no Missouri, em novembro de 1835. Sua família estabeleceu-se em Hannibal, uma pequena cidade à beira do Mississippi, onde ele viveu até os 18 anos. Após a morte do pai, em 1847, abandonou a escola para tornar-se um aprendiz de tipógrafo, trabalhando no Missouri Courier. A partir de 1853, viajou muito trabalhando como tipógrafo no Leste e no Meio-Oeste dos Estados Unidos, mas, em 1857, depois de uma viagem em que desceu o Mississippi, decidiu tornar-se timoneiro de barco a vapor. Depois de dezoito meses de treinamento recebeu o registro de timoneiro licenciado, profissão que amou "mais do que qualquer outra". O tempo que passou no rio provou ser uma rica fonte de inspiração para seus escritos posteriores; enquanto estava lá conheceu "todos os diferentes tipos da natureza humana encontrados em ficção, biografia ou história". A deflagração da Guerra Civil, em 1861, pôs fim a todo tráfico fluvial, e Clemens passou um período como soldado voluntário, depois como garimpeiro, lenhador e jornalista antes de, finalmente, começar sua carreira literária. Em 1863, adotou o pseudônimo "Mark Twain" (jargão do mundo da navegação que significa "dois fantasmas"), para assinar uma hilariante carta-relato de viagem.

Seu primeiro livro, The Innocents Abroad, baseado em suas viagens pela Europa e pela Terra Santa, surgiu em 1869. Em 1870, casou-se com Olivia Langdon e, no ano seguinte, se estabeleceu em Connecticut, onde viveu por dezessete anos como um escritor de sucesso. Foi durante esse tempo que escreveu muitos dos seus melhores livros: Roughing It, As aventuras de Tom Sawyer, Life on the Mississippi – memórias soberbamente evocativas – e sua obra-prima, considerada por muitos o Grande Romance Americano, As aventuras de Huckleberry Finn. Ele alternou escrita de livros e viagens, e alguns relatos dessas andanças estão entre as suas obras mais humorísticas. Por muitos anos foi sócio de uma editora e gráfica, porém um investimento pesado em uma máquina de composição tipográfica levou-o à falência em 1894. Tentando equilibrar suas finanças, partiu em um roteiro de palestras pelo mundo todo, mas enquanto estava fora sua amada filha Suzy morreu. Seus últimos escritos refletem esses desastres com crescente ironia e amargura. Permanecendo uma figura célebre até sua morte, em 1910, ele era notado tanto pelo costumeiro terno branco e pelo longo cabelo grisalho quanto por sua resistência à injustiça e ao imperialismo.

Fonte: http://www.lpm.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&Template=../livros/layout_autor.asp&AutorID=625152

Ernest Hemingway escreveu:Toda a literatura americana moderna se origina em um livro escrito por Mark Twain, chamado Huckleberry Finn... Não havia nada antes. Não há nada tão bom desde lá.

--

Nunca li nada dele, mas achei interessante o ensaio do Calvino (grifo meu):

DO PAPEL DE ESCRITOR de entretenimento popular, Mark Twain teve não só consciência mas também orgulho. Em 1889, escreve numa carta a Andrew Lang:
Jamais procurei em nenhum caso tornar cultas as classes cultas. Não estava preparado para fazê-lo: faltavam-me tanto os dotes naturais quanto a preparação. Ambições neste sentido não tive nunca, mas andei sempre em busca de caça com maior porte: as massas. Raramente me propus instruí-las, porém dei o melhor de mim para diverti-las. Diverti-las e basta: já teria satisfeito minha maior e constante ambição.

Como profissão de ética social do escritor, essa de Mark Twain tem pelo menos o mérito de ser sincera e verificável, mais que tantas outras cujas ambiciosas pretensões didáticas obtiveram e perderam crédito nos últimos cem anos: homem de massa ele era de fato, e lhe é completamente estranha a ideia de ter de se inclinar de um patamar mais alto para dirigir-se ao seu público. E hoje, reconhecendo-lhe o título de folk-writer ou contador de histórias da tribo — aquela tribo multiplicada em escala imensa que é a América provinciana de sua juventude —, não é só o mérito de divertir que se lhe atribui, mas o de ter reunido um estoque de materiais de construção do sistema mitológico e fabular dos Estados Unidos, um arsenal de instrumentos narrativos de que a nação necessitava para ter uma imagem de si mesma.

Oric
Crime e Castigo
Crime e Castigo

Mensagens : 947
Data de inscrição : 18/12/2012

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum