Paraíso Perdido [Paradise Lost]

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Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Seg Mar 04, 2013 2:36 pm



É uma obra poética do século XVII, escrita por John Milton, originalmente publicada em 1667 em dez cantos. Uma segunda edição foi publicada em 1674 em doze cantos, em memória à Eneida de Virgílio com revisões menores ao longo do texto e notas sobre os versos. O poema descreve a história cristã da "queda do homem", através da tentação de Adão e Eva por Lúcifer e a sua expulsão do Jardim do Éden.
Esta epopeia inspira-se no Gênesis, demonstrando preocupação de ordem puritana. Lúcifer (hoje mais conhecido como Satanás), sabendo que uma nova raça irá ocupar o lugar dos anjos rebelados, resolve agir. Deus prevê a perdição do homem e sua possível redenção, caso alguém se sacrifique por ele. O Filho oferece-se em holocausto, e o homem, mesmo antes da queda, já se acha redimido. Deus ordena ao arcanjo Rafael que previna os pais da humanidade sobre os projetos diabólicos. O arcanjo relata-lhes a rebelião dos anjos e a sua consequente precipitação no inferno. Mas Eva deixa-se seduzir, e induz também Adão ao pecado. Adão sofre as consequências da falta irremediável e tem uma visão na qual contempla tudo que acontecerá em tempos futuros até o nascimento de Cristo. Com a morte física Deste, o homem salvar-se-á.
Em seu poema, Milton estilizou o verso branco com admirável perícia e amplo domínio de técnica.

John Milton escreveu:"Which way I fly is hell; myself am hell;
And in the lowest deep a lower deep,
Still threat'ning to devour me, opens wide,
To which the hell I suffer seems a heaven."
— John Milton (Paradise Lost)

John Milton escreveu:Para onde eu voe, é o inferno; eu próprio sou o inferno;
E no mais fundo abismo um abismo mais fundo
Ainda ameaçando devorar-me escancara-se,
Diante do qual o inferno que sofro parece um paraíso."
— John Milton (Paraíso Perdido)



O pai de John Milton, John Milton Senior (c. 1562 – 1647) mudou-se para Londres cerca de 1583 depois de ser deserdado pelo seu devoto católico pai Richard Milton, um próspero proprietário agrícola em Oxfordshire, por ter revelado o seu protestantismo. Por volta de 1600 o pai do poeta casa-se com Sara Jeffrey (1572 – 1637), e John Milton nasce a 9 de Dezembro de 1608, em Cheapside, Londres, Inglaterra.
Milton foi educado na St Paul's School, em Londres. Estava destinado originalmente a uma carreira eclesiástica, mas a sua independência de espírito levaram-no a desistir. Matriculou-se no Christ's College, Cambridge em 1625 e ali estudou durante sete anos, antes de tornar mestre em Artes cum laude (com louvor) a 3 de Julho de 1632. Em Cambridge, Milton foi tutor do teólogo americano Roger Williams em hebreu, por troca com lições em holandês.
Aparentemente, a sua experiência em Cambridge não foi a mais positiva, como se comprova nos seus escritos mais tarde sobre educação. Ao terminar os seus estudos, em discíplinas como teologia, filosofia, história, política,literatura e ciência, Milton foi considerado um dos mais bem preparados e educados poetas ingleses de sempre. Num poema em latim, provavelmente composto na década de 1630, Milton agradece ao seu pai todo o apoio que recebeu no seu período escolar.


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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por tmanfrini em Seg Mar 04, 2013 2:52 pm

Comecei a ler há muito tempo atrás, larguei sei lá por quê... devo retomar futuramente.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Seg Mar 04, 2013 2:57 pm

Acho que o estilo do Milton é bem mais límpido [pela musicalidade do seu verso branco] do que o de Dante, tornando a leitura mais "fácil". Em outros momento o texto dele pode soar um tanto obscuro, mas seu talento é inesgotável quando se trata de dar febre e emoção ao texto. Isso é bem visível no trecho que postei.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por tmanfrini em Seg Mar 04, 2013 2:59 pm

Parece-me que sim, ao que lembro.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Ter Mar 05, 2013 2:19 pm

Harold Bloom escreveu:Shelley observou de maneira encantadora que "O Demônio [...] deve tudo a Milton", uma observação que permanece verdadeira apesar das intervenções posteriores de Goethe, Dostoiévski e Thomas Mann. O diabo, como sabemos, não foi uma invenção judaica, mas remota no mínimo ao Huwawa dos sumérios, ou ao Humbaba dos assírios. Um caminho bem longo foi percorrido de Huwawa, oponente de Gilgamesh, àquela que é a minha favorita dentre as figuras literárias, o Satã do Paraíso Perdido [...]. Entre Huwawa e Satã vieram feiticeiros tão formidáveis como Tiamat, o dragão babilônico do mar; Faraó na narrativa do Êxodo, Faetone na Grécia; a estrela da manhã caída em Isaías, e o Querubim protetor de Tiro, em Ezequiel; e, talvez mais notável, o Demiurgo nas escrituras gnósticas. O que falta a todos esses é a soberba personalidade de Satã, a magnificiência de seu pathos. - Abaixo as verdades sagradas, Milton.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por lavoura em Qua Mar 06, 2013 9:23 am

Tenho interesse. Porém só vi na edição da Martin claret e uma edição antiga porém bem caro dessa obra.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Qua Mar 06, 2013 9:23 am

Da Itatiaia?

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por lavoura em Qua Mar 06, 2013 1:25 pm

Não sei, Mat. Só lembro que o preço era algo em torno de R$140,00.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Qui Mar 07, 2013 8:26 am

Lavoura, a edição da Itatiaia ta por 72 na cultura.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Qui Mar 07, 2013 9:04 pm

Otto Maria Carpeaux escreveu:O Paradise lost é um monumento. Uma epopeia pelo menos igual à Gerusalemme liberata e a Os Lusíadas, umas das poucas epopeias que ainda se leem com admiração sincera. O assunto é, segundo conceitos de um poeta cristão e de leitores cristãos, o mais importante de todos: a criação do homem, a queda de Adão e Eva, a expulsão do paraíso e o panorama visionário da história humana inteira, com a visão da redenção nos cofins do horizonte histórico. Mas o Paradise lost distingue-se de todas as outras epopeias por mais uma qualidade especial: a força dramática da caracterização das personagens; sobretudo o Satã de Milton é um dos maiores personagens dramáticos da literatura universal.

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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

Mensagem por Mat em Dom Maio 12, 2013 8:17 pm

"Que fomos criados então, dizeis vós? E obra
De mãos secundárias, por tarefa passada
De Pai a Filho? Estranha coisa e nova!
Doutrina que saberíamos de onde vem: quem viu
Quando se deu essa criação? Lembrai-vos vós de
Vossa criação, quando o criador vos deu existência?
Não sabemos de época em que não fôssemos como agora;
Ninguém conhecendo antes de nós, autogerados, autocriados
Por nosso poder de animar, quando curso fatal
Completou o círculo de toda a órbita, o nascimento pronto
Deste céu nativo, filhos etéreos,
Nosso poder é apenas nosso."


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Re: Paraíso Perdido [Paradise Lost]

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